Se você só se lembra de Megan Fox correndo em câmera lenta ao lado de carros que viram robôs, está na hora de atualizar as suas definições. Em Rogue (lançado como Rogue: Combate Mortal em alguns mercados), a atriz deixa o glamour de Hollywood de lado para se sujar de lama, carregar fuzis pesados e liderar um grupo de mercenários em uma missão brutal na África.
Samantha O'Hara (Megan Fox) é uma mercenária durona que lidera uma equipe de soldados de elite em uma missão de resgate na África. O objetivo: libertar a filha de um governador que foi sequestrada por um grupo terrorista violento.
As coisas saem dos trilhos logo após o resgate. Perseguidos pelos rebeldes, o grupo de O'Hara busca refúgio em uma fazenda que parece abandonada. O problema? O lugar era uma antiga base de caçadores ilegais e esconde uma ameaça muito mais silenciosa e faminta: uma leoa feroz, sedenta por sangue, que vê os humanos como presas fáceis. Agora, eles estão encurralados entre um exército de guerrilheiros e o maior predador da savana.
A diretora M.J. Bassett queria o máximo de realismo possível. Megan Fox passou por um treinamento militar intenso antes das filmagens para aprender a carregar armas de verdade e se movimentar como uma soldada tática. Ela gravou a grande maioria de suas cenas de ação.
M.J. Bassett, além de cineasta, é uma defensora ferrenha dos direitos dos animais e passou anos trabalhando na África antes de fazer cinema. Sua conexão com o continente trouxe um tom mais autêntico para as paisagens do filme.
Embora o cenário na África do Sul fosse real, a leoa assassina foi totalmente criada por computação gráfica (CGI). Por questões de segurança e ética (já que a diretora não apoia o uso de animais selvagens confinados para entretenimento), a equipe teve que atuar olhando para bolas verdes e dublês com roupas de captura de movimento.
Por trás de toda a explosão e tiroteio, o filme faz uma crítica severa ao mercado negro de fazendas de leões na África, onde animais são criados em cativeiro apenas para serem caçados por turistas ricos.
Rogue não tenta ser um filme indicado ao Oscar, e ele sabe disso. É um thriller de ação descompromissado, com ritmo acelerado e uma vibe de "filme de monstro" dos anos 90. O grande trunfo é ver Megan Fox carregar o filme nas costas em um papel totalmente diferente do que o público estava acostumado a ver. Se você quer uma noite de muita adrenalina, tiros e suspense na selva, prepare a pipoca!